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Lanchonete de nome chique fatura R$ 120 mil/mês com pão, linguiça e cerveja no Brasil

Apesar do nome pomposo, a The Meatpack House, em Curitiba (PR), faz sucesso vendendo pão com linguiça. As linguiças usadas no restaurante têm 30 centímetros e são produzidas artesanalmente, com receitas próprias. Com cinco opções de sanduíche no cardápio e porções de bolinhos e batata frita, além de cervejas artesanais, fatura R$ 120 mil por mês. O lucro não foi revelado.
O cardápio enxuto combina com a estrutura da casa, que tem 45 m². As vendas são feitas no balcão e os clientes comem na calçada. São duas opções de linguiça: de carneiro e ibérica (com carne de porco, de boi, bacon e páprica). Também há sanduíches de bolinho de carne, de bolinho de salmão e vegetariano. Os preços variam de R$ 10 a R$ 15.
Os lanches são incrementados com molhos: barbecue curry, mostarda escura ou maionese. Por mais R$ 2 cada, é possível adicionar molho de tomate rústico, molho de grão de bico, de iogurte com ervas, queijo Pomerode, cheddar ou bacon. Por mês, são vendidos cerca de 5.000 sanduíches.
Toda quarta-feira a casa recebe um chef convidado que prepara uma receita exclusiva. "Dessa forma, sempre temos novidades e a renda é revertida a instituições de caridade", diz Ribas. Às quintas-feiras, há combo de sanduíche e chopp por R$ 20.
O bar possui nove torneiras de chopp que servem a bebida artesanal e produzida na região, com variação de rótulos. Os preços variam de R$ 8 a R$ 29 o copo de 400 ml, dependendo do tipo.
A inspiração para o nome da casa veio de um distrito de Nova York, que antigamente possuía muitos açougues e frigoríficos (meatpacking significa frigorífico em inglês).

Negócio surgiu de hobby

A ideia de negócio surgiu de um hobby de uma das sócias, Elis Ribas, 26, que produzia em casa embutidos como salame e copa, até que decidiu partir para as linguiças. Conheceu o chef Rodrigo Martins, 40, que sugeriu elaborar a receita e produzir no frigorífico de um amigo, em 2011.
"A produção mínima era de 10 kg e logo os nossos churrascos não eram suficientes para comermos tudo. Começamos a participar de uma feirinha gastronômica de rua, vendendo só pão linguiça. A primeira edição já foi um sucesso. Nas edições seguintes, começamos a incrementar os sanduíches com molhos", diz Ribas.
A aceitação do público motivou a criação de um ponto de venda. Foram investidos R$ 300 mil, e a inauguração foi em agosto de 2015. Ribas deixou o emprego de bancária para se dedicar à empresa, ao lado do chef Rodrigo Martins, e sua irmã, a psicóloga Marina, 34, também entrou como sócia da dupla. 
O trio tem planos de expandir o negócio e já recebeu propostas para virar franquia, mas estão esperando o melhor momento. "Queremos consolidar mais nossa marca em Curitiba e esperar melhorar o momento econômico do país. Vamos pensar nisso a partir de julho de 2017", afirma Ribas.

Empresa acerta, mas negócio é copiável

Segundo Alberto Ajzental, professor de estratégia de negócios da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o negócio aposta em itens que estão na moda, como lanches e cervejas artesanais. "Eles acertam no cardápio e também por ocupar um espaço pequeno, com os donos atrás do balcão, o que reduz o investimento no ponto e em mão de obra, o que é bom em épocas de crise."
O cardápio enxuto é outro acerto, pois reduz a complexidade da operação. "Quanto maior o cardápio, mais compras, mais fornecedores, mais estoque e mais capital parado. O ideal é focar a operação e não ampliar. Isso também ajuda a manter a identidade do negócio", diz. 
O risco, porém, é a baixa barreira de entrada, ou seja, trata-se de um negócio facilmente copiável. "Como a marca ainda não é consagrada, eles têm que estar sempre atentos para manter a operação perfeita."
Antes de virar franquia, segundo o professor, a empresa precisa se certificar de que não é um produto da moda e de que é capaz de se manter no mercado. "Cuidar de uma rede de franquias é totalmente diferente de ter um negócio próprio. É necessário planejar muito e ter certeza do que quer antes de dar esse passo."
Fonte Uol

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